Dia 5 - Munnar

O dia hoje amanheceu com neblina. Estava frio! 19 graus. Olhem só a vista da minha varanda:

Depois do café da manhã, pegamos de novo a estrada para Munnar. Era pra ser só 3 horas de viagem, mas levou 4 horas e meia porque o Shefeeq fez alguns desvios. O primeiro pra me levar em uma fazenda que planta plantas medicinais Ayurvédicas e temperos. Eu fiz um tour do jardim para conhecer um tantão de plantas e temperos. Foi até interessante, mas difícil de guardar tanta informação. Lógico que no final tinha uma lojinha pra vender tudo que a guia tinha explicado, e tudo custava uma pequena fortuna.

Olha que linda a flor de lótus que eu vi no jardim. É a vermelha. A roxa é uma florzinha que tem pra todo lado por aqui.


Saindo de lá, outro desvio, dessa vez pra passarmos na mais longa tirolesa da India, pelo menos de acordo com os proprietários. Falava que tinha 1,5 km de comprimento, mas acho que não tinha nem metade. De qualquer forma, lá fui eu. Olha aí:



Depois passamos em frente a uma estátua grande do deus Ganesha, o da cabeça de elefante. Tinha uma pessoa lavando a estátua:


A estrada para Munnar era bem sinuosa e estreita e a vegetação bem densa dos dois lados. Me fez lembrar as estradas na região de Petrópolis, na parte carioca da Serra do Mar.




Munnar é cheia de plantações de chá e de cardamomo. Olha como são bonitas as plantações de chá:


Se você está se perguntando "mas chá de que?", então senta que lá vem a história. Essa planta é a Camellia sinensis, e na maior parte do mundo, quando se fala "chá" ou "tea", estão se referindo à infusão feita com a folha desse arbusto. A India é a segunda maior produtora, atrás apenas da China, que é de onde ela é originária. Aliás, mais uma curiosidade, em todas as principais linguas do mundo a palavra é derivada ou de "chá" ou de "tea". É "chá" quando veio da China por terra e é "tea" quando veio da China por mar. Em português é chá porque chegou a Portugal por terra, pelos mercadores de seda, e em Inglês é "tea" porque chegou por mar, por mercadores Holandeses. Mas voltando à planta, no Brasil esse chá é o que chamamos de chá preto, ou verde, ou branco. A cor depende de como a folha é processada.

Cheguei no meu hotel e fui novamente recepcionado com pontinho na testa e, dessa vez, ao invés de colar recebi um paninho.


A vista do meu quarto é espetacular. A foto não faz justiça:


Bom, daí eu saí pra fazer uma caminhada. Tinha visto um riacho no caminho e queria ir até lá. No caminho fui tirando mais fotos.

De plantação de chá:


De plantação de cardamomo:


E, é claro, mais pássaros:


Até que eu enfim cheguei ao riacho:


Aí voltei para o hotel. Foram 7 km de caminhada no total. Tudo muito tranquilo e pacífico, perto da natureza, totalmente diferente do caos de Bangalore. No caminho de volta, me deparei com uma tropa de macacos atravessando a estrada. Se você der zoom pode ver que um bebê macaco estava agarrado debaixo da mãe:


Agora, um dos macacos viu que eu estava fotografando e decidiu impressionar, atravessando a estrada plantando bananeira:

Assim que cheguei de volta ao hotel eu fui assistir ao chef do restaurante demonstrar como fazer dois pratos típicos de Kerala. Esse aí é um curry de frango. Reparem na quantidade de ingredientes diferentes! Ele usou quase todos.


Os pratos típicos daqui de Kerala em geral usam leite de coco, e o chef me explicou que Kerala quer dizer "terra do côco". Eu experimentei e ficou uma delícia!

Aliás, o jantar também foi excelente, era um buffet e eu tive de experimentar quase tudo. Deliciosa a comida, e não estava apimentada demais. Eu nem chorei!














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